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Produto e Web3

Blockchain, tokenização e ativos digitais

A tokenização converte o direito sobre um ativo — um imóvel, uma duplicata, uma participação — em um token dentro de uma blockchain, de modo que possa ser transferido e verificado sem um intermediário que mantenha o registro. Quando o ativo existe fora da cadeia, chama-se RWA (Real World Assets); quando o valor só existe dentro dela, fala-se em ativos virtuais ou digitais.

Blockchain serve quando o problema real é que ninguém confia no registro. Para quase todo o resto, um banco de dados é melhor — e dizemos isso antes de cobrar.

Quando blockchain é a resposta certa

Quando há várias partes que não confiam entre si e nenhuma aceita que outra mantenha o livro. Quando o valor precisa se mover sem que um intermediário aprove. Quando a rastreabilidade precisa poder ser comprovada por alguém de fora, sem pedir sua permissão.

Se o seu caso não é nenhum desses, um banco de dados bem-feito é mais rápido, mais barato e mais fácil de corrigir quando você erra. Dizer isso custa projetos; construir uma cadeia que ninguém precisava custa clientes.

Tokenização de ativos reais (RWA)

Tokenizar um ativo do mundo real é representar na cadeia o direito sobre algo que existe fora dela: um imóvel, uma duplicata, uma cota de um fundo. O que se move na cadeia é o direito; o ativo continua onde estava.

A parte técnica — emitir o token, programar suas regras, manter o registro — é a metade mais simples. A difícil é o encaixe com o mundo real: quem custodia o ativo, o que acontece juridicamente se o token muda de dono, e quem responde se as duas coisas deixarem de coincidir. Esse desenho vem antes do contrato, não depois.

Smart contracts

Um smart contract é código que vive na cadeia e executa suas regras sozinho, sem que ninguém precise autorizar a cada vez. Trabalhamos em Ethereum com tokens fungíveis (ERC-20), NFT (ERC-721) e contratos de tokenização.

Eles têm uma propriedade incômoda que convém entender antes de implantar: uma vez publicados, corrigir um erro não é editar um arquivo. Por isso o trabalho sério está no que vem antes — o desenho e a revisão —, não em escrevê-los.

Quando a cadeia é a infraestrutura

Às vezes não basta implantar sobre uma cadeia existente: o projeto precisa da sua própria rede, com suas regras de consenso e sua própria economia. Para isso construímos blockchains em Polkadot.

É uma decisão de infraestrutura, não de produto, e muda o custo e o prazo de todo o resto — convém tomá-la com os números na frente.

Perguntas

O que costumam nos perguntar

O que é a tokenização de ativos?
É representar em uma blockchain o direito sobre um ativo — um imóvel, uma duplicata, uma participação — para que possa ser transferido e verificado sem um intermediário que mantenha o registro. Quando o ativo existe fora da cadeia, chama-se RWA (Real World Assets).
O que são ativos virtuais?
São representações digitais de valor que podem ser transferidas e armazenadas eletronicamente, e que existem dentro de uma rede blockchain. Diferem dos RWA porque seu valor não corresponde a um bem físico fora da cadeia.
Meu projeto precisa mesmo de blockchain?
Só se houver várias partes que não confiam entre si e nenhuma aceitar que outra mantenha o registro, se o valor precisar se mover sem intermediário, ou se alguém de fora tiver que poder auditar sem pedir permissão. Se não é o seu caso, um banco de dados é mais rápido, mais barato e mais fácil de corrigir — e dizemos isso antes de começar.
Dá para corrigir um smart contract depois de publicá-lo?
Não como se corrige um arquivo. Uma vez implantado, o código fica na cadeia; alterá-lo exige padrões de atualização previstos desde o desenho, ou implantar de novo e migrar. Por isso o trabalho sério está no desenho e na revisão antes de publicar.
O que é RWA?
Real World Assets: ativos do mundo real — imóveis, duplicatas, participações, commodities — cujo direito de propriedade é representado como um token em uma blockchain. A parte difícil não é o token, e sim o encaixe jurídico e de custódia entre o token e o ativo.

Não sabe qual precisa?

Se não tem certeza, é para isso que serve o diagnóstico: olhamos com você e dizemos o que falta — mesmo que seja menos do que você imaginava.